A cinomose é uma doença altamente contagiosa entre os cães, podendo muitas vezes levá-los a morte. É provocada por um vírus, que acomete principalmente os animais jovens, porém, cães de qualquer idade podem ser afetados se não forem vacinados.
A transmissão ocorre, em geral, através do contato direto com secreções do nariz e boca do animal, ou indireto. Isso pode se dar através de um espirro do animal doente, espalhando a secreção ao redor e contaminando os cães que estejam por perto. Objetos, como vasilhas de alimentação, caixas de transporte, caminhas e roupas, e pessoas, por meio das mãos, roupas e sapatos, podem transmitir o vírus aos animais susceptíveis.
Os sintomas são muito variados, podendo começar com corrimento nasal (tosses, espirros), diarréia e vômito, emagrecimento e apatia. Com o agravamento da doença podem ocorrer sinais neurológicos, devido o comprometimento do tecido cerebral, fazendo com que a locomoção fique prejudicada, podendo até ocorrer paralisia dos membros. Também ocorrem tiques nervosos (movimentos involuntários) e convulsões. Muitas lesões neurológicas são irreversíveis.
Não existe nenhum tratamento viral específico, o que torna sua cura mais difícil, porém não impossível. O Médico Veterinário deve ser procurado o quanto antes. O tratamento é de acordo com os sinais clínicos apresentados, e a resposta varia muito de acordo com o sistema imune do animal.
A única forma de prevenção é através da vacinação.
O vírus da cinomose sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; é muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.
Ele possui a característica de ser envelopado, ou seja, em contato com o ambiente ele é facilmente destruído, não é muito resistente. É facilmente inativado em locais onde há piso frio/cimento ou outro material impermeável. O problema é quando existe terra, material orgânico ou grama, pois ele pode durar muito nestes locais. Portanto, não há necessidade de esperar longos períodos para introduzir um novo animal na casa, deve-se higienizar bem o local diariamente com desifentantes (por exemplo cloro, amônia quaternária, éter, formol, etc) e jogar fora todos os objetos que entraram em contato com o animal infectado. É importante, no entanto, que o novo animalzinho receba as doses de vacina conforme indicado pelo veterinário.
Quem ama cuida, respeita e protege!